Custo da construção civil na PB sobe 0,07% em fevereiro e registra uma das menores altas do país

O custo médio da construção civil na Paraíba apresentou variação de 0,07% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro. Os dados são do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado interrompe uma sequência de aceleração registrada nos meses anteriores, quando o indicador havia avançado 0,12% em novembro, 0,45% em dezembro e 1,2% em janeiro.

Uma das menores variações do país

Com o índice de fevereiro, a Paraíba registrou a oitava menor variação mensal entre as 27 unidades da federação, empatada com a Bahia. O resultado também ficou abaixo das médias nacional (0,23%) e regional do Nordeste (0,22%).

Valor do metro quadrado

Com a variação registrada, o custo médio do metro quadrado da construção civil no estado passou de R$ 1.867,00 em janeiro para R$ 1.868,23 em fevereiro.

Mesmo com uma das menores variações do Nordeste, o valor médio na Paraíba segue acima da média regional, que é de R$ 1.793,32, e também supera o registrado em todos os estados da região. O segundo maior custo é o do Maranhão, com R$ 1.866,19.

Por outro lado, o indicador paraibano permanece abaixo da média nacional, atualmente em R$ 1.925,08.

Influência da mão de obra e dos materiais

Segundo o levantamento, o aumento de 0,07% no custo total foi influenciado principalmente pela mão de obra, que passou de R$ 774,61 para R$ 779,98 — uma variação de 0,69% em relação ao mês anterior.

Já o custo dos materiais apresentou queda de 0,38%, passando de R$ 1.092,39 em janeiro para R$ 1.088,25 em fevereiro.

Apesar da redução mensal, este é o 17º mês consecutivo em que o custo dos materiais na Paraíba permanece acima da média nacional, que atualmente é de R$ 1.085,16.

Alta no acumulado do ano

No acumulado de 12 meses, o custo médio do metro quadrado na Paraíba avançou 7,84%. O resultado representa a quinta maior alta entre os estados brasileiros, ficando atrás apenas de Amapá (7,95%), Alagoas (8,27%), Acre (8,97%) e Mato Grosso (10,21%).

Com esse desempenho, o indicador estadual também ficou acima das médias regional do Nordeste (6,99%) e nacional (6,71%).

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