Especialista aponta comportamento mais criterioso do investidor e importância da segurança e governança no setor
Em períodos que exigem maior atenção ao cenário econômico, como os anos de maior movimentação política, o comportamento do investidor tende a se tornar mais criterioso. Na avaliação do consultor financeiro Matheus Galvão, é um movimento natural já que o período costuma trazer mudanças sobre política fiscal e trajetória de juros, que afetam a confiança na economia.
Em João Pessoa, esse movimento também tende a acontecer no setor imobiliário, embora de forma mais moderada. Segundo o especialista, o setor possui características que ajudam a manter sua estabilidade mesmo em períodos de maior volatilidade. “Diferentemente de ativos financeiros de alta liquidez, o imóvel é um investimento de ciclo longo e normalmente está ligado a necessidades reais, como moradia, renda ou diversificação patrimonial. O que geralmente acontece não é uma paralisação do mercado, mas sim um processo de decisão mais criterioso”, avalia.
Mercado imobiliário em João Pessoa mantém estabilidade
Mesmo diante de cenários importantes, o imóvel continua sendo visto como uma das formas mais tradicionais de proteção patrimonial no Brasil. A combinação entre segurança, geração de renda e demanda consistente refletem essa percepção. “O imóvel é um ativo real, que tende a preservar valor ao longo do tempo e que pode gerar renda por meio de locação”, explica Matheus.
Se por um lado o mercado não desacelera de forma brusca, por outro o perfil do investidor se torna mais analítico. “Antes de fechar negócio, o investidor precisa olhar além do produto. É importante analisar localização, perfil da demanda e potencial de liquidez ou valorização”, orienta.
Outro ponto importante está na estrutura da empresa. “É fundamental observar se a incorporadora possui planejamento financeiro sólido, financiamento adequado da obra, auditoria, seguro, cronograma realista e governança mínima de acompanhamento. Empresas bem estruturadas conseguem atravessar melhor oscilações de mercado”, explica.
Governança e segurança elevam o padrão do mercado
Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla do setor imobiliário, em que práticas de governança e controle financeiro passam a ser particularidades importantes.
É o caso da GHC Incorporações, incorporadora com atuação em João Pessoa e foco em empreendimentos de alto padrão, que adota uma estrutura robusta de gestão e validação de informações. A empresa conta com auditoria externa conduzida pela Grant Thornton, uma das maiores empresas globais de auditoria e consultoria, responsável por revisar e atestar a consistência das demonstrações financeiras da empresa.
Para investidores, parceiros institucionais e instituições financeiras, isso significa que as informações financeiras da empresa passam por um processo externo de verificação técnica, conduzido de forma independente, o que aumenta a confiabilidade dos números e a segurança nas relações de negócio.
Outro diferencial está na estrutura de proteção dos empreendimentos. A GHC conta com um conjunto de seguros que contribuem para a continuidade das obras e a segurança do cliente, mesmo diante de imprevistos.
Além de assegurar também a entrega do empreendimento mesmo em cenários adversos. Esse tipo de cobertura prevê, se necessário, a retomada da obra, ajustes técnicos e regularizações até a finalização do projeto.
Para George Crispim, CEO da GHC Incorporações, essas medidas refletem os valores inegociáveis da empresa. “Na minha vida empresarial, sempre valorizei a solidez financeira. Nosso compromisso é entregar segurança e previsibilidade ao cliente em todas as etapas do processo. Acreditamos que a confiança se constrói com transparência, governança e responsabilidade financeira. É isso que sustenta nossos projetos e mantém a relação de longo prazo com quem investe conosco”, afirma.
2026 deve manter cenário de oportunidades consistentes
Para o ano, a expectativa é de continuidade no ritmo do mercado, com investidores cada vez mais atentos à qualidade dos ativos e à credibilidade das empresas. “As perspectivas para 2026 indicam um mercado consistente, com investidores mais seletivos e focados em bons fundamentos. Quem analisa com atenção a localização, viabilidade econômica e solidez da incorporadora tende a encontrar boas oportunidades”, aconselha Matheus.
