O resultado da análise das amostras de água coletadas no Açude Velho, em Campina Grande, deverá ser divulgado em até 10 dias pelo Núcleo de Laboratório Forense do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB). O açude, um dos principais cartões-postais da cidade, registrou nos últimos dias a aparição de milhares de peixes mortos, o que motivou a investigação.
De acordo com a superintendente do IPC em Campina Grande, Juliana Holanda, as amostras foram coletadas na última segunda-feira (12) e encaminhadas para análise laboratorial. O material foi retirado de três pontos distintos do açude: da área central, das margens onde se concentrou a maior quantidade de peixes mortos e de um trecho com maior profundidade.
Os trabalhos periciais já foram iniciados no laboratório do IPC. Conforme explicou a superintendente, o instituto tem prazo legal de até 10 dias, conforme o Código de Processo Penal, para emitir o laudo técnico que deve apontar as possíveis causas da mortandade dos peixes.
“Essa água foi trazida para o nosso laboratório e já começamos a trabalhar com essas amostras. Hoje vai ser feita uma nova análise em um laboratório parceiro, e a gente espera que essa análise traga uma resposta do que realmente provocou essa morte de peixes”, afirmou Juliana Holanda.
Segundo o IPC, serão avaliadas as propriedades físicas, químicas e microbiológicas da água, com base em parâmetros técnicos de controle de qualidade. A análise também deve indicar se houve algum fator externo, como possível contaminação ou envenenamento.
“Existem certos parâmetros considerados para controle de qualidade. O resultado não será comparado aos de uma água potável, mas a níveis aceitáveis para esse tipo de ambiente. A partir disso, poderemos verificar se houve algo intencional, como envenenamento. Acreditamos que, quando os resultados saírem, vamos entender o que aconteceu”, explicou.
O prazo para a conclusão do laudo pode ser prorrogado, caso a complexidade do caso exija análises adicionais. Segundo a superintendente, a prioridade é garantir um resultado técnico preciso.
“Temos um prazo de 10 dias para liberar nossos laudos, mas, diante da complexidade, pode ser necessário solicitar prorrogação para que o trabalho seja feito com responsabilidade”, reforçou.
