Seguro automotivo cresce 14,4% na Paraíba e registra sétimo maior avanço do país

A arrecadação com seguros automotivos na Paraíba registrou crescimento de 14,4% em 2025 na comparação com o ano anterior, alcançando mais de R$ 32,5 milhões em dezembro, frente aos R$ 28,4 milhões contabilizados em dezembro de 2024. O avanço coloca o estado com o sétimo maior crescimento do país no período, de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pela supervisão do mercado de seguros no Brasil.

O movimento observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em todo o país, os prêmios do seguro automotivo registraram alta no período, refletindo mudanças no mercado de veículos e no comportamento dos consumidores. Entre os fatores apontados por especialistas estão a valorização dos automóveis, o aumento dos custos de reparação e a ampliação da frota circulante, além de novos riscos percebidos pelos motoristas.

“À medida que os veículos permanecem valorizados e os custos de manutenção e reparo aumentam, a contratação do seguro se torna uma escolha cada vez mais estratégica para as famílias. O mercado também tem incorporado novas coberturas e serviços que ampliam a percepção de valor das apólices, acompanhando as necessidades dos usuários e contribuindo para uma proteção patrimonial mais completa”,afirma Gabriela Nóbrega, analista de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Nordeste. 

Dados do Sicredi na Paraíba confirmam um movimento semelhante dentro da cooperativa. O volume de seguros automotivos contratados atingiu um volume de R$ 376,8 mil em dezembro de 2025, o que representa um crescimento de 88,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse avanço está a valorização dos veículos no mercado. Diferentemente do que ocorria em décadas anteriores, quando os automóveis perdiam valor rapidamente após a compra, os preços de veículos novos e seminovos têm se mantido elevados. Como o valor do prêmio do seguro é calculado com base no preço de mercado do veículo, a manutenção da Tabela Fipe em patamares mais altos também impacta diretamente a arrecadação das seguradoras.

Outro elemento que influencia o setor é a expansão da frota, incluindo a chegada de novos modelos híbridos e elétricos. Esses veículos possuem tecnologias mais complexas, especialmente nas baterias e sistemas eletrônicos, o que exige mão de obra especializada para reparos e tende a elevar o custo das apólices em comparação aos modelos movidos apenas a combustão.

“O seguro ajuda o comprador a preservar seu investimento desde o primeiro dia, garantindo tranquilidade diante de imprevistos. Essa percepção tem aumentado no público e ampliado a base de consumidores do mercado de seguros. Somando a isso a demanda dos veículos mais modernos, temos um aumento nos valores segurados e, consequentemente, no volume de prêmios arrecadados”, acrescenta a analista do Sicredi. 

A demanda também é influenciada pela percepção de risco por parte dos proprietários de veículos. Crimes relacionados ao setor automotivo passaram a incluir furtos de peças específicas, como faróis de LED e módulos eletrônicos, além de ocorrências tradicionais, como roubo e colisões.

Por fim, a especialista aponta que eventos climáticos extremos também passaram a pesar na decisão de contratação do seguro. Chuvas intensas, enchentes repentinas, queda de árvores e granizo são fatores que vêm sendo considerados pelos motoristas na hora de proteger o veículo.

“Hoje, o seguro não é procurado apenas por causa de roubo ou colisão. Existe uma preocupação crescente com eventos climáticos e com os custos de reparação. Isso amplia a procura por coberturas mais completas e reforça a importância do seguro como instrumento de proteção patrimonial”, afirma Gabriela Nóbrega.

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