Habilidade de articulação coloca Hugo Motta na liderança isolada para o comando da Câmara

A força da articulação política de Hugo Motta (Republicanos-PB) em Brasília fica clara na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados. Logo após o primeiro turno, marcado por sua reeleição e pela votação expressiva de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), na disputa ao Senado, o parlamentar manteve o ritmo acelerado para fechar alianças no Congresso.

A estratégia de se antecipar permitiu a Hugo conversar com diversos partidos antes mesmo da definição do segundo turno para presidente. Com isso, ele construiu uma base forte e independente de quem faturasse o Palácio do Planalto, garantindo diálogo tanto com o governo quanto com a oposição.

Com a entrada oficial do União Brasil no grupo, o deputado paraibano alcançou o apoio de 15 partidos e uma estimativa de 361 votos — número bem superior aos 257 necessários para vencer a eleição da Mesa Diretora. O bloco reúne desde legendas aliadas do governo até partidos da oposição, como o PL.

O cenário coloca Hugo Motta em posição de amplo favoritismo para a votação marcada para 1º de fevereiro. Caso o resultado se confirme, o parlamentar garante sua permanência no comando da Casa e na segunda posição da linha de sucessão da Presidência da República.

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