A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da distribuição, venda e consumo de um lote da água mineral Crystal sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais. A medida foi anunciada nesta quarta-feira e envolve um lote com mais de 374 mil garrafas de 500 ml.
Segundo a Anvisa, a própria fabricante, a Mineração Bom Jesus Ltda., empresa integrante do sistema Coca-Cola Brasil e responsável pela marca Crystal, comunicou o problema e iniciou o recolhimento voluntário do produto após a confirmação da contaminação.
Qual lote foi afetado?
O lote suspenso é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.
De acordo com a empresa, o lote é composto por 374.400 garrafas de 500 ml, distribuídas principalmente no Distrito Federal, em municípios da região de Goiânia, no Tocantins e no interior de São Paulo.
A distribuição ocorreu da seguinte forma:
- Distrito Federal: 230.443 unidades;
- Região de Goiânia (GO): 66.768 unidades;
- Tocantins: 1.439 unidades;
- Interior de São Paulo: 75.750 unidades.
Como a bactéria foi identificada?
A presença da Pseudomonas aeruginosa foi detectada em uma amostra coletada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF).
A análise foi realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Após a identificação inicial do microrganismo, foi feito um teste de contraprova, que confirmou o resultado.
Com a confirmação da contaminação, a vigilância sanitária determinou a interdição local do produto e comunicou o caso à Anvisa, que ampliou a medida para todo o lote.
O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada naturalmente em ambientes úmidos e pode representar riscos à saúde, especialmente para pessoas com imunidade comprometida.
Embora a Anvisa não tenha informado registros de casos de adoecimento relacionados ao lote, a presença do microrganismo torna o produto impróprio para consumo, motivando a retirada preventiva do mercado.
O que os consumidores devem fazer?
A orientação da Anvisa é que consumidores verifiquem o número do lote nas embalagens e não consumam o produto caso ele pertença ao lote afetado.
Quem possuir unidades da água deve aguardar as orientações da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso.
Segundo informações apresentadas à agência reguladora, o recolhimento começou imediatamente após a identificação do problema e cerca de 99,2% das unidades já foram retiradas da cadeia de comercialização, reduzindo significativamente a possibilidade de novas vendas.
Até o momento, a empresa informou que não recebeu reclamações de consumidores relacionadas ao lote recolhido.
